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São Paulo ganha seis centros até 2018

São Paulo ganha seis centros até 2018

São Paulo ganha seis centros até 2018

Uma cidade bem servida, mas não superlotada. Essa é a avaliação quando o assunto são as perspectivas para novos shopping centers em São Paulo. Com 53 unidades em funcionamento, a capital paulista ainda tem uma leva importante de empreendimentos a serem abertos nos próximos dois anos, mas são projetos que foram tirados do papel antes do acirramento da crise econômica. Hoje, segundo o diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), não há empreendimentos relevantes em gestação.

“Depois de crescer muito no período de forte expansão do varejo, as inaugurações deste e do próximo ano, cujas obras foram iniciadas em 2012 ou 2013, já mostram uma desaceleração”, diz Luís Augusto Ildefonso. “É uma época ruim, mas está andando e os lojistas têm negociado bons acordos para se instalar em um novo shopping. Novos projetos, porém, não devem ocorrer tão cedo”, acrescenta. A preocupação dos lojistas, explica Ildefonso, é com o tempo de maturação dos shoppings que serão inaugurados nos próximos anos. “É um tipo de empreendimento que demora, na média, de dois a três anos para maturar e, na crise, pode levar mais tempo.

Para o lojista só vale a pena se fizer uma boa negociação, para reduzir custo nessa fase de incerteza”, afirma. Para o sócio-diretor da Falconi Consultores, Flavio Souto Boan, as seis inaugurações de grandes empreendimentos previstas entre 2016 e 2018 não são demais, apesar de a capital já estar bem atendida por shoppings. “Não é um número muito grande pelo perfil e poder aquisitivo da cidade; São Paulo tem resiliência em relação à piora econômica e dará uma resposta rápida assim que a economia se recuperar”, diz Boan, lembrando que a maior diversificação do mix de lojas e serviços ofertados ajuda o setor. “Mais que venda, o conceito atual é o de proporcionar uma experiência ao consumidor, com investimento em vários serviços, como gastronomia, beleza e pet shops, além dos tradicionais varejistas”, afirma. A incógnita, segundo Boan, é como as lojas que estão sendo inauguradas sobreviverão no início das operações, com a economia ainda debilitada.

Dados reforçam a percepção de que a grande aposta deve ir na direção de complementaridade à vocação varejista dos shoppings. “Quando vemos que a capital paulista é a quarta em números de shoppings, atrás de Fortaleza, Salvador e Rio, percebemos que há sim espaço para crescer, mas as unidades que diversificarem o mix de serviços e varejistas presentes vão se sair melhor”, diz o sócio diretor da consultoria GSBW, Luiz Alberto Marinho.

Segundo ele, só 37% das pessoas vão ao shopping fazer compras, na média nacional, mas em São Paulo esse percentual é ainda menor, de 28%. A busca por serviços atrai, na capital paulista, 15% do público, percentual igual ao que vai para comer. “Os demais vão ao shopping passear, pagar conta, ao cinema ou mesmo encontrar pessoas, o que reforça a ideia de proporcionar experiência e elevar o mix de estabelecimentos ofertados no local”, diz Marinho, citando um empreendimento recém-inaugurado na capital paulista, o Morumbi Town. “O shopping foi aberto em frente a outro empreendimento, já consolidado, o Jardim Sul, apostando exatamente em uma oferta complementar de produtos e serviços, com um mix diferente de estabelecimentos. ” O Morumbi Town é um empreendimento da Gazit Brasil, do grupo Gazit-Globe, e foi inaugurado há cerca de um mês já com 95% dos espaços comercializados. “A ideia era criar um ativo diferenciado, para complementar o que o morador da região já encontra no concorrente”, explica Andres Andrade, diretor de novos negócios da Gazit. São 120 lojas, com seis âncoras, incluindo a Tok&Stok, de móveis, e a segunda unidade em São Paulo do Zaffari. “É um supermercado diferente do Carrefour, que fica na região e trabalha cada vez mais com produtos marca própria. O Zaffari tem uma oferta muito mais variada de marcas, é adequado ao perfil do morador  local”, diz. Ao definir o projeto para o Morumbi Town, o mix de serviços obedeceu a ideia da complementaridade. O empreendimento conta com escola de dança, teatro, um spa, uma agência dos Correios, salão de beleza, além de cinemas VIPs que, segundo Andrade, só “eram encontrados do outro lado do rio”, diz, referindo-se ao rio Pinheiros que separa o Morumbi do restante da cidade. O Morumbi Town consumiu R$ 300 milhões em investimentos e começou a sair do papel em 2013. “A capital tem sim espaço para novos empreendimentos, mas diferenciados e em algumas regiões. Foi um desafio negociar com varejistas os espaços em meio ao momento econômico, mas tínhamos boas âncoras como o Zaffari e a Tok&Stok, o que ajudou muito”, afirma.

Fonte: Valor Econômico

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